PAISAGEM TELEVISIVA PORTUGUESA

A televisão de “serviço público”, teoricamente, procura defender um maior grau de independência da sua programação, visto que não está atrelada, puramente, a critérios comerciais. Com isso, não está obrigada à orientação dos índices de audiências. Na prática, o serviço público de televisão deve lançar programas que se adeqúem a todos os telespectadores de uma forma geral, sendo que o ponto forte da RTP a informação, incluindo públicos e interesses regionais, estando neste momento, a SIC no meio (entre a programação da TVI – entretenimento e a RTP – informação), só conseguindo desta forma manter-se no mercado. Contudo, uma emissora televisiva que tenha no seu perfil o serviço público deve ser financiada, mantida pelo Estado, através de pagamentos de taxas ou, até mesmo, indemnizações compensatórias facultadas por contrato ou orçamento, estando a partir de 2003 a RTP a passar a cumprir os compromissos com o Estado (12 minutos por hora de publicidade dos quais só 6 revertem a favor da RTP), estando neste momento o futebol como a maior fonte de receitas, sendo que, talvez a resolução passe por um misto de soluções: intervenção do Estado + Inovação, até porque, o modelo do negócio é e será sempre: audiências e troca de publicidade, estando o ano publicitário da RTP está a ser muito bom, segundo previsões do Dr. Almerindo Marques. No entanto verificamos, em Portugal, a polémica sobre o financiamento da emissora pública com recursos do mercado (Estado), que se tem tornado sempre o cenário de discussão e controvérsia, a concorrência desleal de que se fala tem muito mais a ver com os canais temáticos, os canais temáticos não têm capacidade para se pagarem a si próprios e o mercado publicitário não chega para os 4 canais. Todavia, o recurso à publicidade como forma de rematar a incapacidade do Estado em garantir os investimentos, a TV pública regula o sentido da prestação do serviço público. De facto a RTP, permite que a mesma possa continuar disputando fatias do mercado junto com outros canais privados, que logicamente, possuem naturezas diferentes, nomeadamente em relação, ao panorama das 4 televisões generalistas que gastam 200 milhões na compra de programas a terceiros, sendo que existem também custo relativos, a custos de estrutura, contando com que a RTP tem mais de 2000 trabalhadores, ao passo que, a SIC e a TVI mais de 1000 trabalhadores e atendendo que a conjuntura actualmente está altamente depressiva.WIKIPEDIA